quarta-feira, 18 de junho de 2008

Um lindo conto/

- Onde estou?
Disse a jovem Melissa, confusa e sozinha.
- Você? Você está no meu caminho. E no caminho dele, dele e dele. Sai da frente ô ruiva.
Respondeu rapidamente um gnomo de chapéu vermelho. De fato, o sujeito era bem engraçado, não devia passar duns onze centímetros de altura, usava trajes antigos, uma camisa branca de mangas arremangadas, uma calça marrom de lã e um sapato vermelho como o chapéu. Tinha as maçãs do rosto bem rosadas, seguidas de uma barba dourada levemente crescida. Os olhos era um verde outro lilás e a boca era preta como se tivesse chupado um carvão.
- Então ruivinha, vai sair do caminho ou vai ficar aí o dia todo?
Melissa olhou em volta, uma floresta onde os troncos eram azuis e as folhas eram petalas roxas. Como se não fosse o suficiente o local era repleto de postes brancoscomvermelho (daqueles à la polo norte, saca?), casinhas em miniatura (provavelmente dos gnomos) e libélulas das mais variadas cores do espectro.
- Vai sair ou não vai? Raios, já perdi a paciencia!
- Oh, me desculpe senhor!
Então Melissa se levantou rapidamente e saiu caminhando pela floresta, até que chegou numa parede com uma porta. É, uma parede de tijolos com uma porta de madeira bem rústica porém com dobradiças e uma fechadura dourada, ambas muito adornadas.
- Shhiu! Você aí! - Disse uma voz feminina muito agradável.
Melissa olhou em volta e não viu nada.
- Shhiu! Você mesma ruiva, quer passar por essa porta não quer? Venha cá, eu lhe conto como.
Melissa olhou em volta novamente e extremamente curiosa perguntou:
- Cá onde? Eu não vejo ninguém! Onde você está !?
- Aqui, venha cá, olhe, no canto esquerdo, isso, aqui no escuro, venha cá.
Meio acuidosa porém dominada pela curiosidade foi com o rosto em direção ao canto, abaixando-se no escuro.
- Não minha cara menina, aqui em cima.
Onde Melissa olhou para cima viu-se entorno à total escuridão, não via nem meia polegada diante seus olhos.
- Cadê você? Não vejo nada!
Então que surge sob pouca luz uma preá dourada de olhos azuis, vestindo uma pequena cartola vermelha, e esta diz:
- Estou aqui.
- Olá senhora, meu nome é Melissa, qual o teu nome?
- Não tenho nome algum.
- Posso chamar-te de senhora?
- Fique à vontade.
- Tudo bem. Mas então, como passo pela porta?
- Contar-te-ei mas não antes que tu me faças um pequeno favor.
- Tudo bem. O que é?
- Terás que me fazer três tarefas.
- Dane-se a porta, não vou sair por aí à cumprir tarefas por nada.
- Você só tem a mãe, não?
- Sim, como sabes?
- Isso não importa, ela está muito doente, não é verdade?
- Sim, de fato é. Ei, isso está me perturbando já.
- Atrás da porta você encontrará a cura.
- Oh, por favor senhora, me conte o que preciso fazer para passar por tal porta!
- As três tarefas primeiro.
- Tudo bem, o que devo fazer ?
- Embaixo dessa árvore você encontrará um livro, nele diz o que você deve fazer.
Não tinha livro nenhum nem nada, Melissa na verdade estava fantasiando em coma e acabou por morrer, fim.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

A morte e os copos coloridos/

Fui no mcronnalds e tavam dando o Puro Osso e copos coloridos da coca-cola.
Então imaginei uma hitória que no mínimo deveria dividir com meus fiés leitores! Sim, eu imaginei! E sim, eu contarei!
Bom, lá estava você, espectador, num campo aberto, com restos da geada, sob um céu azul, estava bem frio, uns 3 graus pelo máximo.
É, tava frio pra cachorro, bem distante, tinha uma árvore, com muitas frutas coloridas e pequenos gnomos, duendes, fadas, insetos, sapos e andorinhas, todos sensacionalmente coloridos. Espirais luminosas nasciam do chão e se unificavam com o céu, o som representava toda vibração do cosmos, um som que mesmo eletrônico compreendia a natureza, uma música, uma manhã, um full on.
D'aquela árvore brotavam copos explosivamente coloridos, que por pássaros eram preenchidos com um líquido insípito chamado pelas fadas de doce. Mesmo que para a maioria dos que viam não fazia o menor sentido os gnomos cismavam que o tal líquido deveria ser considerado doce. E um doce mágico.
Porém na sombra de um lugar tão encantado estava a morte, envolvida por uma teia psicodélica monocromática porém esta era dominada por crias coloridas de razão e emoção. Um homem vestindo roxo pedalava em sua bicicleta encantada voando entre todos, olhando sempre seu relógio pensando sobre o horário que seria melhor tomar um gole da prole dos mágicos.
Um dia ele resolveu a tomar das 5 proles então, em uma velocidade praticamente atômica acabou por perecer. Foi levado pelo cramunho. Fim.
Não importa, não deveria fazer sentido mesmo. Beba coca-cola. O abraço do dia vai pro Gabriel.

domingo, 15 de junho de 2008

Um grande presente, de mim para eu mesmo.

Talvez nunca seja o melhor. Talvez nunca seja mesmo, de fato. Isso pros outros ou pra qualquer um. Um monólogo de alguém que corteja a sanidade entre si e ele mesmo pode não ser um jogo muito claro, mas e daí? Quem se importa?! Eu não.
Melhor que ser o melhor, de fato, somente ser obom. É, assim mesmo, tudojunto. Ser obom é o negócio, ser obom é o futuro, ser obom é o que há.
Pense bem, todos vivemos, todos morremos e todos aspiramos, mesmo que não aceitem isso cemporcento das pessoas, dos peixes, dos cachorros e dos plutonianos, aspiramos sim tal posição entre os demais.
Bem, são 03:30 ou quase isso e provavelmente isso não passe de um atestado de loucura (ou coisa que o valha) mas mesmo assim pretendo continuar.
Pense bem leitor (mesmo que ninguém acabe por ler isso) o quão interessante podem ser as próximas palavras?!
Na verdade, acredito que essas não tenham muito potencial, como não acredito no Brasil ou nos brasileiros, mas isso não vem ao caso.
Bem, sobre a música e tudo, na verdade acho tudo muito legal, não que esse comentário faça muito sentindo, mas mesmo assim, não importa. Ou importa? Essa eu não sei.
Sobre a música (sim, você já leu isso antes) eu apostos minhas fichas de forma singular em gosto único. É, isso mesmo singular e única, não me importa o que você diz. É, eu sei. Esse lance de vários "Não me importa!" no mínimo tem uma cara de me importa, mas no duro, não importa.
Sabe, acho que passar o dia no escuro, dormindo ou vendo televisão sozinho e pensando fritou um pouco do lixoatômico que eu cultivo com carinho dentro da minha cabeça. Muitas pessoas deveriam estar na rua, mesmo fazendo um frio do cão o dia até que tava bonito. Eu acho.
É, entre a lista de coisas que eu amomuitodeverdade uma é andar na rua. No frio. Isso mesmo, no frio. Aquele solzinho, o fedor de bergamota das minhas mãos, o azul do céu, o frio que dói no rosto, as pessoas com as faces rosadas mais enroladas que presentes... Tudo isso é tão bacana que se juntar com uma musiquinha (nesse caso, prefiro um temadevida mais eletrônico, talvez um pouco de trance) fica o bicho.
É eu falei da música. E o pior, foi sem querer, na verdade, não tenho certeza.
Há um bocado de minutos estou escrevendo qualquer coisa aqui e isso me enche. Bom, não preciso (e não vou) falar sobre tudo de uma vez só. Mesmo assim a vontade fica, qualquer dia, qualquer mês, qualquer ano volto com mais de mim para leitor. É isso aí.
Deixo um abração pra tia gringa. besos péssoal.